sábado, 12 de maio de 2012

Exercício 6 - Visita Iberê e esponja Floral.


Para que pudéssemos ter embasamento o suficiente para montar a maquete final da Fundação Iberê Camargo, realizamos uma visita ao museu e o esculpimos em uma esponja floral. O último item foi de fundamental importância para a compreensão entre a forma do museu e a composição das suas fachadas.

  • Visita ao museu:
  Alinhamento e Precisão: Esse foi o principal elemento comentado durante a visita.  O arquiteto Álvaro Siza, procurando seguir a tendência do artista Iberê, projetou o museu buscando a perfeição. Nas fotos abaixo, nota-se a preocupação de Álvaro em manter o alinhamento quanto aos elementos da fundação. Tal fato explica a semelhança entre os quatro andares, onde por vezes, podemos até mesmo nos confundir. Outro fato que comprova essa preocupação quanto ao alinhamento, é a disposição dos corredores externos (“braços”) que, apesar da aparência de terem sido colocados aleatoriamente, esses se encontram perfeitamente alinhados verticalmente (isso pode ser melhor visualizado na segunda parte da postagem).
 Alinhamento entre os elementos;




 Acabamento: Esse item é englobado também pela procura a perfeição. Ao longo da visita, percebemos que, provavelmente procurando também dar ênfase as obras do artista, podiam-se visualizar somente as saídas do ar condicionado, estando esses em um corredor de serviços.  Outra característica é a preocupação em “esconder” as caixas de som do auditório. Esses fatos podem ser encaixados no item anterior por também caracterizarem a uniformidade da construção.
Saídas do ar condicionado:



Aproveitamento da paisagem: Contrariamente às especulações a respeito do museu, este procura sim aproveitar a paisagem local. Álvaro Siza projetou algumas janelas ao longo dos corredores externos que, além da função de iluminação, procuravam englobar a paisagem ao museu e vice-versa. Algumas dessas aberturas podiam ser encontradas também no volume principal da fundação.
Foto tirada através de uma das janelas dos braços:






“Braços”: Possuindo uma levíssima declividade, esses são os corredores que funcionam como acesso entre os pavimentos. Tendo como ideia projetar o museu de forma com que fosse visualizado de cima para baixo, o arquiteto projetou os braços sempre com uma pequena declividade para ajudar o acesso e, de certa forma, informar quanto ao percurso a ser percorrido. A disposição externa dos corredores permitiu que o volume principal fosse melhor aproveitado, tendo nos andares de exposição apenas os elementos necessários à esse.
 Foto tirada através de uma das aberturas laterais de um dos corredores. Nota-se a declividade desses:


 Alinhamento dos corredores:
 





Estacionamento: Tendo como solução à falta de espaço, o estacionamento de encontra no subsolo, abaixo da rodovia; esse fato também facilita o acesso para automóveis, uma vez que a entrada e a saída estão coerentes quanto aos sentidos da via.

 




Aberturas zenitais: Essas foram encontradas somente nos braços, uma vez que a iluminação natural precisava ser controlada nas áreas do volume principal (essa prejudica a pintura dos quadros). Os dois tipos de abertura (as laterais procurando iluminar e contemplar a paisagem e as zenitais servindo somente para iluminar) foram combinados de forma precisa, procurando manter a iluminação homogênea ao longo do horário de funcionamento do museu, descartando-se assim, totalmente a necessidade de iluminação artificial.

 Abertura zenital em um dos corredores externos:




Fachadas:  Essas são constituidas tanto por arestas vivas, como por contornos suaves, caracterizando uma certa diversidade nas suas composições. Entretanto, devido a ideia de precisão, essas possuem elementos incomuns que criam uma noção de homogeinidade. A forma curva do volume principal é unida às outras fachadas (mais retas e lisas) devido ao desenho dos braços que compensa as subtrações. 



 

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